segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Quem realmente me ama , vai voltar. Vai se reaproximar. E um dia eu vou rir de tudo isso. Mas não vou estar rindo sozinha , estarei rindo com eles ao meu lado. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não é a falta de você que retira meu sono. . .


Não é a falta de você que retira meu sono, é oquerer você que insanamente me distrai por longas horas, correndo através dos dias. Eu tento recompor meus pensamentos, juntar todos que terminam com seu nome, amarrá-los e lançar em um abismo de segredos, mas assim que regresso ao meu mundo, lá está você, sentado em minha poltrona preferida, com os pés sobre as minhas colchas que ainda bordo, retalhando os rasgos que você fez em mim, ocupando espaços que não deveriam ser mais seus, que deveriam ser meus, que um dia foi nosso. Canso-me de lutar para expulsar-lhe de mim, por isso me rasgo inteira e fugo de mim mesma, deixando apenas o casulo vazio de mim – cheio de você, ao ponto de transbordar dor pelas peônias que continuei cultivando depois da sua partida. Eu ainda espero o sol, as lágrimas secarem, e forço sorrisos nos jantares entre amigos e familiares, mastigando seus pedaços que foram servidos em louça fina. Vou engolindo, mais uma vez, você, colocando-lhe dentro de mim para que o mundo não volte a cutucá-lo, a enfiar a ponta do lápis em minha história – na nossa história que deveria ser de amor, não de fim.
Eu tentei ocupar minha mente durante os dias que chovia em mim e fazia sol no mundo, aprendi a tocar violão, retirei algumas melodias tristes das cordas, muitas delas com saudades turvas de um moço que andou demais e esqueceu voltar, mesmo quando havia prometido um regresso breve. Assim como as ondas no mar, você não se repete, não se transforma no que um dia foi, nem melhora, continua se diferenciando, sendo sempre um novo; um novo que não quer mais viver comigo, mas insiste em viver em mim. Você banha minha beira, molha minha areia, mas não fica, não permanece, somente me deixa molhada com a sua memória, e depois vai. Eu queria continuidade, prolongamentos, não essa calmaria triste que sempre nasce depois que você some, desaparece antes do sol nascer, não permitindo que meus dedos encontre as marcas das suas asas, porque, eu tenho certeza, você só pode ser um anjo caído para não poder ficar; uma canção de ninar com notas marcadas para o fim, deixando apenas o fio de música fina se perdendo pelo ar abafado do nosso, quer dizer, meu lar.
Essa falta de nós consome meu eu, não existe mais perda, nem novas páginas nesse livro sagrado, usamos todas, rabiscamos tudo. Não há um novo capítulo que caiba eu e você. O amor se tornou pequeno para o espaço que você dedicou a tomar em mim, hoje, acredite, sou apenas você sem mim.  

Era pierrete. . .

Era pierrete. Vivia tristonha pelos cantos aos suspiros e lamentos. Já não tinha sorriso, as extremidades dos seus lábios eternizaram-se num arco emborcado para baixo. Amava em excesso,supria uma paixão desmedida que se alongava noite adentro e enraizava-se dentro dela. Fazia-se companheira, observava seu choro e seus soluços do escuro taciturno que era seu interior. Comprimia-lhe o peito e arrancava-lhe o ar, mas nada fazia para aquietar sua respiração entrecortada. Paixão doentia e perdida, já enramara toda ela e não se avistava mais raíz. Vínculo em anonimato com outro ser de olhar engolidor e sorriso imprudente, criatura soberba e perversa que desprezara um amor mesmo que tão contaminado e doído. Demônio dos olhos de cor inventada, um mar cristalino que aos poucos definhava numa poluição sem fim, escura e profunda. Como podia ser tão audacioso a ponto de rejeitar o que ele próprio suscitara? Com que desculpa esfarrapada fugia da obrigação de amá-la tanto quanto ela amava-o? Que se fizesse cego para todo o resto do mundo e que tivesse olhos somente para ela, que conhecesse a paixão tempestuosa e oblíqua que a aprisionava apenas com um olhar. Paixão que se fazia inimiga, peregrina incerta dentro dela apenas com uma certeza, que era ele. Não lhe estendia a mão nem fazia-se amigável. Paixão desperta que tocava as raias do masoquismo: quanto mais queimava, mais apertado abraçava-se a ela. Melâncolia de choro com porquê definido, fincado em sua mente, porém que brotava sem aviso. Que ele finalmente se fizesse conhecedor, era o que desejava, e pedia, e suplicava em suas preces! Que ele se apercebesse de tudo apenas com o brilho que relampejava em seus olhos castanhos. Sem falas ou declarações derramadas. Pois ela era sua, mesmo com toda tristeza e mudez, apenas sua. De nenhum outro.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

-  Faça o que você quiser,  afinal a vida é sua.  Apenas não se esqueça que o mundo da várias voltas. Hoje você machuca, amanha te ferem .

 ”Minha alma assim fraqueja, ao som de tudo aquilo que grita na face do desespero, trilha sonora perfeita para aguçar minha paz composta pelo caos mundano.
    Por fim minha calma toca o suicídio, como o corpo daquele que deita nas águas e alcança a sua notável transparência. Nada mais aqui tem sentido suficiente para ser verdadeiro; O irreal transpassa seu calor de caridade sobre minha vida carente de fantasias, carente de alegrias, carente de sonhos encorporados pelos erros de minha imperfeição.
    Adoto agora uma utopia; Crio um mundo onde posso repousar, onde posso brincar com o novelo das linhas do tempo, transformar anos amargos em simples momentos, e converter os bons instantes em permanentes estações;Primaveras de névoas cinzentas, e invernos de borboletas ciumentas, que doam um pouco de cor, um pouco de amor, a todas as flores que morrem pela dor de não poderem voar, e ao lado dos ventos dançar.
    Crio nessa brecha de mim com o resto do mundo um apocalipse individual, um desfecho proposital; E que haja muitos aplausos, no final deste meu teatro sem platéia.
      O sono quase me abraça, e meus olhos pesados vão me cegando. Talvez com estes meus olhos fechados eu encontre o que eu quero enxergar, um mundo épico de magia. Extinto pela insignificância da mente perturbada, dos monstros que governam os impérios dessa terra.
    Acho que vou mesmo fechar os meus olhos, e vou voar com as asas dos meus sonhos, e lá do alto vou me jogar. E se eu cair. Bom, se eu cair… tomara que não haja forças para me parar. […] Através desse erro de destinos, somente a compreensão da morte, poderá me julgar. Somente a morte poderá me fazer sentir a vida dentro de mim.

domingo, 15 de janeiro de 2012


E eu não sei de onde surgiu tanto sentimento… Não sei nem ao menos quando comecei a sentir… Quando eu percebi, já tinha me apegado demais, já estava gostando demais, já estava sentindo ciúmes demais, já estava amando demais… Eu nem sequer percebi o quanto acabei me apaixonando por você. Eu nem me dei conta das coisas que falava pra ti, do modo como me acomodei com a nossa situação… E aí o arrependimento bate em minha porta. Eu devia ter aprendido das demais vezes, é sempre a mesma coisa, eu sempre me apego demais e acabo magoada, e nunca dá em nada… Eu sempre faço a mesma coisa, eu nunca aprendo. E o pior de tudo, é que eu corro atrás. Mas de que adianta? Você não me quer mais. Todo término machuca, não é mesmo? Sufoca o coração… Ou pelo menos o meu. E demora pra esquecer, demora pra superar. Eu me acostumei com o modo que conversávamos, me acostumei com o timbre da sua voz ao chamar o meu nome, o jeito que dizia que me amava… Me acostumei com o jeito que você me tratava, me acomodei com a sua presença, e pensei que você estaria sempre aqui, mas você foi embora. Foi embora sem dar explicações.Foi embora sem ao menos dizer adeus… Nem me comunicou, não me disse no que eu errei, não me pediu pra mudar… Ah, como eu queria poder ser menos dependente de ti agora, ou nada dependente… Ah como eu queria poder te ter aqui, agora… Ah, como eu queria que tudo fosse como antes, quando você me queria […]
 ”Estou farto de toda essa restrição de espaço.Estes fatores que me aprisionam dentro de meus medos são arriscados demais para se suportar, e me causam mais medo ainda;
    É perigoso para nós que eu não demonstre meu amor; Ele nunca veio a este meu coração sombrio, então deve ser tratado com cortesias, com educação; Ele é visita. E sabe-se lá quando ele pode dizer adeus, dar as costas e nunca mais voltar.
    Eu não posso simplesmente ignorar o fato de que você já faz parte de minha vida, e de meus sonhos, e de tudo aquilo em que penso. Medidas que eu tomo, logo evito as consequências, porque qualquer faísca que fuja do controle, pode incinerar a nossa união, pois você já está envolvida demais nas escolhas que faço. […]
    E ainda que todos os faróis se apaguem, ainda que a lua pare de cintilar sobre nossas cabeças, e ainda que o sol se ponha e não se reponha… eu serei a luz que te tira dos teus pesadelos. Serei a mão que te puxa da densa escuridão. Serei a força que te fará levantar, até quando seus pés não suportarem o peso de seus medos. […] Serei você, serei por você; Serei nós até quando não existir você comigo.
    Porque eu te amo, e não deixarei nem a vida, nem o tempo, e nem mesmo a morte inconsequente te tirar de mim.
[…] É na decadência de seus sorrisos que se nota o vazio de sua alma.
O medo de fazer as escolhas faz com que fiquemos parados no tempo. Por isso devemos arriscar, pois mesmo no erro, chegaremos a algum lugar.


 “Devo confessar que está sendo insuportável ter que prosseguir com tudo isso. Essa vida que estou sendo obrigado a viver, faz parte de tudo aquilo que eu sempre tive mais medo de vivenciar. É o gosto que eu mais evitei degustar; Diante desse labirinto de pesadelos só me resta esperar com fé por aquela velha história de que finais felizes acontecem, ansiosamente. 
        A impaciência se torna minha mais explícita rival. Eu sinto que ela brinca comigo, como se eu fosse um ventríloquo indefeso, fácil de se manipular, de se brincar, de se usar. […]
        Enquanto olho a noite tão bela e inspiradora pela janela de meu quarto, só o silêncio das vozes carnais calam o ambiente, e assim eu posso me ouvir, dentro de mim mesmo, se afogando no acúmulo dos meus desejos trancados que aqui existe, tentando de alguma forma fugir, se libertar dessa constante tribulação. Sair desse cativeiro de regras ridículas e enfim poder correr pelas ruas dos próprios sonhos. Correr, correr e correr, sem ter medo de se cansar.
        que haja na minha vida catástrofes impetuosas, que traga uma terrível dor momentânea, mas não deixe nunca mais ela voltar, nem que seja para me visitar, nem que seja por saudade.
        E que venha os ventos suaves, e se não forem suficientes, venha as tempestades da vida; Que machuque, mas que tire de mim todos os vestígios de dores, nostalgias, rancores, e amores mal-amados. E se essa tempestade machucar, ficarei feliz por isso; […]
        Os sorrisos estão na linha de chegada, mas o caminho você sempre percorre chorando.”


Suportar a tudo não significa ser forte; As vezes a fraqueza das pessoas está justamente em ter se acostumado com a dor, e ter deixado que ela fizesse parte de sua rotina.


Não sou idiota, só quero ver as pessoas sorrindo.



Só acho que deveríamos pensar mais antes de falar as coisas, porque pode não parecer mas as palavras machucam.



[…] Eu não sinto medo de nada que meus olhos possam ver, mas eu tenho uma fobia súbita de tudo aquilo que possa chegar ao meu coração vulnerável.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Eu sinto falta de você, me lembro da nossa música e quando ela toca me dá um aperto enorme no coração. Uma saudade, uma tristeza e ao mesmo tempo uma sensação boa. É, o tempo levou você de mim, você se afastou e olha só agora, nem nos falamos mais. Não sei se você também sente a falta que eu sinto de você, mas te peço que não deixe nossa amizade morrer dentro do seu coração. E não importa quanto tempo passe, eu nunca vou me esquecer de você, nunca vou me esquecer das noites que você passou preocupado comigo porque eu não estava bem, não vou esquecer de você nunca meu anjo. E que eu seja como as estrelas pra você, mesmo de longe, mesmo que as vezes nao apareça, você tem a certeza de que eu estou ali com você.
Já que eu não tenho uma máquina do tempo, eu fecho os meus olhos e volto a todos os nossos melhores momentos.


Cheguei à conclusão que a solidão é a pior coisa do mundo. Não por falta de pessoas, pois estou rodeada delas, mais é um tipo de solidão que não tem como descrever. Você apenas se sente mal e com um aperto no peito. É uma doença que vai tomando conta do seu corpo por dentro, e logo ela se manifesta saindo pelos olhos em forma de lágrimas. É também a necessidade de uma certa pessoa. Da qual está fazendo muita falta. Mais o dificil é você ter que adimitir que só você sente falta dela. Mais é assim mesmo, vivendo e aprendendo, amando e se fodendo. 

Me desculpe. . .

Travesseiro, me desculpe por todos os gritos, socos e imaginações durante a noite. Chuveiro, me desculpe por todos os choros e obrigada por fazer suas gotas se misturarem com minhas lágrimas […] Cérebro, me desculpe por todas as preocupações em que te sobrecarreguei durante todo esse tempo.Pés, me desculpe por fazê-los andar pelos caminhos mais incertos. Olhos, me desculpe por todas as ilusões e águas que fiz transbordarem de você. Coração, me desculpe por permitir que você fique em todos esses pedaços que se encontra agora, sei que é impossivel voltar ao normal, mas apenas lhe peço que continue batendo.
E foi jogado ao mar, ao longe, ao horizonte, ao além, você tinha me prometido, que todas as nossas lembranças e historias ficariam guardadas dentro de um baú, no seu coração, e que nada nem ninguém iria fazer essas lembranças serem esquecidas, você mentiu, você não foi bom o suficiente para dizer que não iria me deixar partir, mais eu fui, e mesmo chorando, cheio de lágrimas nos olhos, eu fui, e você simplesmente não disse uma palavra si quer, e eu fiquei esperando, uma mão, a puxar o meu braço e dizer, fica, agente ainda tem muita coisa para fazer juntos, mais não foi assim que aconteceu, você passou na minha frente com outra pessoa, e fico me perguntando dia e noite, o que eu fiz de tão errado, para você ir até aquele canto, e com seus braços segurar na nuca dele, e o beijar, fico dias e noites me perguntando o que eu fiz de tão errado ao ponto de nunca mais poder te chamar de MEU AMOR..
É quase uma dor insuportável, sentir-se assim, e não poder falar, nem dizer a ninguém que isso dentro de você ta machucando, e você quer dizer ao mundo inteiro, que ta machucando, mais mesmo assim você guarda a para si, e quando você acha que nada mais ninguém vai fazer essa dor passar, você consegue piorar tudo, e pensar nessa pessoa o tempo todo, depois de meses sem lembrar dela, você finalmente em uma noite fria, de baixo dos seus cobertores, você se lembra de todas as coisas que aconteceu naquele dia, e pronto, você tem mais um motivo para derramar lágrimas novamente…

E eu cansei. . .

E eu cansei. Cansei das coisas darem errado, cansei das suas brincadeiras idiotas, cansei de ser feita de trouxa, cansei de esperar por aquilo que não vai acontecer, cansei de criar expectativas demais, cansei de me decepcionar, cansei de todos, cansei de tudo, cansei do mundo […] Só que esqueci de cansar de você

Meus sorrisos. . .

Meus sorrisos têm durado tão pouco, que aprendi a valorizá-los mais cada vez que eles aparecem.

Não sou como as outras garotas. . .



Não sou como as outras garotas .Não sou a filha perfeita é fofinha que a minha mãe queria ,não gosto de rosa ,prefiro roxo e preto ,não sou mimada ,fofinha e cheia de “inhas” ,não são as melhores da turma ,acho que 
nunca
 serão as melhores .Meu cabelo nem sempre esta arrumado ,passo a manhã inteira de pijama ,eu não sou como as outras garotas que passam um quilo de maquiagem para ir na padaria ,na verdade eu quase não uso maquiagem .Sou muito desastrada é atrapalhada.Não sou o tipo de garota que atrai a atenção do garotos .Eu acho que 
nunca
 serei boa o bastante .Mesmo assim eu tenho orgulho de quem eu sou .Porque no final das contas todos os meus defeitos e erros me fazem ser quem eu sou .



Eu já. . .


Eu já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi o pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já me joguei na piscina sem vontade de voltar, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. 
 Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era pra sempre, mas sempre era um ‘ para sempre’ pela metade. Já acordei cedo e vi a lua virar sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado CORAÇÃO.

Contam uma vez. . .





Contam que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades do homem, em um lugar da Terra.


Quando o Aborrecimento já havia reclamado pela terceira vez, a Loucura, como sempre tão louca, lhe propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde? 
A Intriga levantou a sobrancelha e a Curiosidade, sem poder se conter perguntou: 
- Esconde-esconde? O que é isto? 
É um jogo - explicou a Loucura, - em que eu fecho meus olhos, conto até um milhão, enquanto vocês se escondem. 
Quando eu terminar de contar começo a procurá-los, e o primeiro que eu encontrar ocupa o meu lugar no jogo. 


O Entusiasmo dançou, seguido pela Euforia. A Alegria deu tantos saltos que acabou convencendo a Dúvida e até a Apatia que nunca se interessava por nada. Mas nem todos participaram, a Verdade preferiu não se esconder : “Pra que se no final todos me descobrem?” Disse a Verdade.


A Soberba opinou que era um jogo muito tolo ( no fundo o que a incomodava era que a idéia não tinha sido dela) e a Covardia preferiu não se arriscar. 
Um, dois, três…- começou a contar a Loucura.


A primeira a se esconder foi a Pressa que, como sempre, caiu atrás da primeira pedra no caminho. A Fé subiu ao céu e a Inveja se escondeu atrás da sombra do Triunfo, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da mais alta árvore. 


A Generosidade quase não conseguia se esconder, pois cada local que achava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos, ao contrário do Egoísmo, que encontrou um ótimo lugar só para ele.
A Mentira se escondeu no fundo do oceano ( mentira! Foi atrás do arco-íris).


O Esquecimento, não me recordo onde se escondeu. Quando a Loucura estava lá pelo 999.999, o Amor ainda não havia achado um lugar para se esconder, pois todos estavam ocupados. Até que encontrou um roseiral e decidiu ocultar-se entre as rosas. Um milhão! - terminou de contar a Loucura e começou a busca. A primeira a aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra.


Depois escutou a Fé discutindo com Deus sobre teologia. Em um descuido encontrou a Inveja e, claro, pôde deduzir onde estava o Triunfo.


O Egoísmo não precisou ser procurado: saiu correndo de seu esconderijo, que era um ninho de vespas.


A Dúvida foi mais fácil, encontrou-a sentada em uma cerca sem decidir de que lado se esconder. 


E assim foi encontrando a todos: O Talento, nas ervas frescas; a Angústia, em uma cova escura….Apenas o Amor não aparecia. Quando a Loucura estava dando-se por vencida, encontrou o roseiral, pegou uma forquilha e começou a mover os ramos. No mesmo instante ouviu-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o Amor nos olhos. A Loucura não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, rezou, implorou e até prometeu ser seu guia. 


Desde então, o Amor é cego e a Loucura o acompanha.